14 de fevereiro de 2012

A violência de gênero no parto

A Thais Stella mantém, em seu blog pessoal, o relato do parto do seu filho João. Nele, conta especialmente por todas as violências às quais foi submetida e também (olha que interessante!) as violências as quais ela mesma se submeteu... por que, se formos pensar, nos impedimos de fazer tantas coisas, e nos obirgamos a fazer tantas outras apenas por ter nascido mulher, não é?!
Segue um trecho, para dar gostinho:

De repente a sala se encheu de gente, abriram minha barriga, levaram pra longe o bebê, não me deixaram nem ao menos beijá-lo, tremi muito de reação à anestesia (ou o frio da minha própria alma ausente?) fui vê-lo apenas na tarde do dia seguinte. Demorou tanto, e ninguém falava uma palavra sobre o meu bebê, que tive medo de perguntar e receber a resposta de que ele tinha morrido... Coisas que escrevi sofridamente uma semana depois da cesárea e mandei pra todos os meus amigos, e pasmada recebi algumas respostas desconcertadas que me diziam que não tinham entendido o que havia de errado...  Porque é assim que se nasce. Porque essa violência não é enxergada como violência, já que “todo mundo nasce assim”. O importante é que o bebê está bem...

Quem quiser ler todo o texto da Thais Stella, pode acessar clicando aqui.

1 comentários:

Deborah Delage disse...

Ai, ai, ai... toda vez que leio esse relato, revivo as cenas em que participei. e não posso deixar de reviver meu próprio contexto de violência doméstica à época. Que, em última análise, de certa forma colaborou com o que ela passou. E se eu fosse autônoma o suficiente naquele dia para dizer que não iria embora? E se eu tivesse seguido com ela para o Pedreira? E se eu tivesse dito para a doutora minha amiga: "vamos ficar com ela?". São tantos questionamentos, que ficam de nossa história comum, Thais! Perdão por ser tão frágil naquele momento e faltar com você! Mas agora, ah...! Somos mulheres TÃO mais fortes, né?