29 de novembro de 2011

Calor humano... é pedir muito?


Semana retrasada estava eu assistindo ao DVD do nascimento do meu filho. Lindo. Calmo. Um parto normal delicioso. Mas, sempre uma coisa me incomoda muito neste vídeo, e nas minhas lembranças: a maneira como as enfermeiras lidam com o Léo. Porque, ali, na maternidade, elas parecem esquecer que o bebê acaba de sair do lugar mais seguro para ele. Elas esquecem que ele, recém-nascido, não tem a menor ideia do que está acontecendo com ele. Ele mal saiu do útero, quentinho e escuro e já está com tinta no pé para carimbar um papel, cuja textura ele nunca sentiu antes. E mede daqui, pesa dali...
Sei que não posso reclamar muito porque meu filho foi um dos poucos privilegiados a serem examinados no colo da mãe, ainda na sala de parto. Aquele teste que avalia até a cor arroxeada do coitado foi feito com ele em cima de mim, comigo sussurrando em seus ouvidinhos, dizendo que eu o amava e que eu estava ali... Mas, cá entre mães, depois desse momento mais equilibrado e humanizado, como gostam de dizer, vem um multirão para ver se está tudo bem! Uma pesa, a outra embrulha e pega para medir, a outra carimba e por aí vai... Fico me perguntando se não poderia ser mais simples... Respeito aos recém-nascidos!
Há algumas semanas eu assisti a um vídeo aqui mesmo, no blog da PP, que mostrava exatamente isso. A falta de respeito ao manusear um pequenino que acaba de respirar o primeiro oxigênio de sua vida! Eis que dois dias atrás, assisto ao vídeo promocional do filme ORenascimento do Parto e escuto uma mesma opinião, vinda de Márcio Garcia, sobre o primeiro banho na maternidade... Pessoas queridas, mães e pais, o que é um primeiro banho dado por uma enfermeira que faz isso todos os dias com inúmeras crianças? Ela coloca quase um litro de shampoo gelado na cabeça do neném, esfrega, joga água sem a menor calma ou delicadeza e enxuga como se estivesse enxugando um cachorro. A mãe está lá no quarto, se recuperando, crente que seu filho está sendo bem cuidado. Cuidado pode até ser, mas amado... Sorte do bebê que tiver um pai atento, exigente e cara de pau por perto para impedir o ritual hospitalar mais frio que eu já vi. Assistam ao vídeo e confirmem que frieza vai muito além disso.


Beatriz Zogaib, jornalista, mãe de Léo, 2 anos e meio, e apaixonada pela maternidade. Você me encontra também em www.maedacabecaaospes.com.br

1 comentários:

stella disse...

Não vejo a hora de assistir o Renascimento do Parto. Só o promo já está muito emocionante. Não consigo compreender como a maioria das pessoas não se importa com a maneira como nascemos.