27 de outubro de 2011

Vocês já devem saber, mas...

Como explicar uma mulher que tem de viajar quase 500 quilômetros para fazer uma cesárea e ter seus filhos gêmeos? Simples, a saúde no Brasil é uma vergonha. Triste não? Re-vol-tan-te. Pessoas, nós pagamos impostos, contribuímos para que o mínimo, previsto por lei inclusive, seja nos oferecido. E daqui a pouco volta aquele papo de imposto para a saúde. Mais um imposto para ser desviado por aí...

Eu tenho que admitir que não sou a pessoa mais politizada. Mas de certo sou uma das mais revoltadas. E, como mãe, tem como não ficar possessa com um absurdo desses? Ok, não vou ficar batendo nesta tecla. A mãe e os gêmeos já passam bem. Mas, lembrem-se: já cortaram dedo de uma menina na hora de fazer curativo, deram vaselina líquida na veia para outra no lugar do medicamento. Não quero aterrorizar ninguém, mas prestem atenção no assunto.

Não é preciso ir muito longe para verificar que o sistema de saúde é de dar medo mesmo. Eu já passei por poucas e boas. Onde moro atualmente, é complicado ir até o hospital e, da última vez que precisei dele, o médico plantonista me fez esperar porque estava comendo pipoca!!! E não precisa ser atendimento público não. Quando meu filho tinha nove meses, teve uma febre razoavelmente alta e insistente e uma leve diarréia. Fui até o ambulatório do meu convênio (substitui o pronto-socorro que é péssimo) e a pediatra disse que não podia ser dente, porque dente não dava febre alta e por tantos dias. E nos mandou direto para exame de urina e sangue, depois de ter sido grossa por eu não ter segurado o termômetro direito no braço do meu filho... Graças a meu bom senso, liguei para o pediatra dele, que fica a uma hora de onde estou, mas que atende o telefone a hora que for. Ele logo disse que não precisava "furar" o bebê por tão pouco, e nem fazer aquele exame incômodo de colocar o saquinho plástico dentro da fralda, etc e etc. Segui a recomendação dele e meu instinto materno, claro.

Não era nada demais. Era o primeiro dente mesmo. E os próximos que vieram sempre trouxeram os mesmos sintomas. Agora me pergunte se eu voltei no ambulatório? Voltei sim. Mas depois de fazer uma reclamação formal a respeito da médica e ver que ela foi mandada embora. Ou saiu porque quis, não sei. Mas fato é que eu não era a primeira a reclamar dela e que talvez isso tenha ajudado outras mães a não passarem pela mesma situação desnecessária. Nosso caso não era grave, mas como será que ela agiria se fosse? Por isso, reclamem sempre que desconfiarem que a conduta deixou a desejar. Seja na hora do parto, com você, com seus filhos.

Médicos e pediatras: sei que há muitos de vocês extremamente competentes. Então, façam alguma coisa para preservar a raça! Quanto ao governo cuidar da saúde... Hum, isso já é bem mais difícil.

Beatriz Zogaib

Acabo de parir meu novo blog. Acessem: www.maedacabecaaospes.com.br

2 comentários:

Patrícia Gomes disse...

Costumamos chamar "sistema de saúde" ao sistema PÚBLICO de saúde, no entanto - ao menos em Alagoas - o sistema como um todo está um caos. A população daqui cresce, surgem hoteis, escolas, hipermercados, salas de cinemas, estacionamentos e shoppings, mas a quantidade de hospitais ao invés de aumentar o número de leitos, diminui! Um hospital quase centenário está fechando e os médicos do sistema particular estão atendendo aos pacientes cada vez mais rapidamenbte para ganhar mais, pois os planos estão pagando cada vez menos. Tudo é ruim, tudo!

Camila Lima disse...

Bom... como a Patrícia disse... é um "Sistema"... pensando à respeito disso, sabemos que isso depende muito... eu disso MUITO, da boa vontade e da competência de terceiros... daí as coisas começam a estar fadda ao fracasso desde a sua essência!!! ABSURDO!