1 de maio de 2010

Bebês do campo contam com ajuda de pelo menos 6 mil parteiras.

Embora 98% dos partos no Brasil ocorram em hospitais, a figura da parteira ainda é muito respeitada e está presente em muitas regiões.

Só no estado de Pernambuco, por exemplo, todos os anos nascem por volta de 900 bebês no campo com a ajuda dessas mulheres.
Embora o trabalho delas esteja presente em todos os estados, o Ministério da Saúde não tem informações sobre quantas parteiras atuam no país. Já a organização não-governamental Cais do Parto, com sede em Olinda, possui o cadastro de seis mil, espalhadas pelo Espírito Santo, norte de Minas Gerais e nos estados das regiões Norte e Nordeste.
Por reconhecer que ainda existe espaço para o trabalho das parteiras, desde 1991 o Ministério da Saúde desenvolve um programa de qualificação dessas mulheres.
Apenas em Pernambuco, há 975 parteiras cadastradas na secretaria de Saúde. O livro da parteira virou um instrumento de disseminação das boas práticas a serem seguidas na hora do parto, como conta a coordenadora estadual do programa, Lílian Sampaio.
“Ele tem muitas figuras, de forma que ela possa pintar e reconhecer o corpo da mulher, interagir com esse livro e compreender. Todo o trabalho feito com as parteiras ocorre de forma lúdica, para que elas consigam aprender o conteúdo sem saber ler. Elas viraram parceiras do sistema tradicional de saúde”, explica Lilian.
A Cais do Parto também atua na capacitação. “Na época que começamos a trabalhar com as parteiras tradicionais, há 18 anos aqui no Nordeste, a incidência do tétano no neonatal era muito alta. Isso se dava porque algumas delas tinham o costume de colocar folhas mascadas no umbigo ou até cinzas, porque elas entendiam que cicatrizava o umbigo. E, na verdade, era um dos causadores do tétano”, comenta Suely Carvalho, parteira e fundadora da ONG.

Fonte:  http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1538647-5598,00-BEBES+DO+CAMPO+CONTAM+COM+AJUDA+DE+PELO+MENOS+MIL+PARTEIRAS.html

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