18 de março de 2010

Santa Casa de Mogi - SP volta a fazer partos.


Espaço: A maternidade do hospital tem autorização para fazer partos de baixa complexidade. A reabertura da UTI Neonatal não tem data definida
Jamile Santana

Três partos de baixo risco foram realizados ontem na Maternidade da Santa Casa de Mogi das Cruzes. O hospital recebeu autorização da Vigilância Sanitária do Estado para a reabertura do setor na sexta-feira. Nos últimos dois meses, o setor permaneceu interditado, depois que oito recém-nascidos morreram.

De acordo com um funcionário do hospital, que preferiu não se identificar, o primeiro parto foi realizado ontem, por volta das 6 horas. Outra mãe que procurou a unidade foi transferida para a Santa Casa de Suzano. Na parte da tarde, outras duas mães entraram em trabalho de parto e permaneceram na unidade de saúde. "Apenas no caso de uma mãe deu tempo de fazer a transferência. Nos demais, a dilatação já estava muito grande e tivemos de prestar atendimento", explicou.

A partir da semana que vem, a Santa Casa deverá retomar o atendimento à população na Maternidade. Neste período, a Vigilância deve emitir um segundo laudo técnico, autorizando a realização de partos de baixo risco. Em entrevista ao Mogi News na sexta-feira, o diretor-administrativo da Santa Casa, Paulo Toledo, informou que, apesar da autorização do Estado, a unidade ainda precisa fazer alguns ajustes técnicos, portanto, a realização de partos de baixo risco não seria imediata. No entanto, o atendimento a estas mães antecipou os trabalhos.

Maternidade
A Santa Casa deixará de prestar atendimento em partos de alta complexidade e se tornará uma maternidade comum. O berçário terá capacidade para atender até 20 bebês por dia e funcionará no espaço onde estava instalada a antiga UTI Neonatal, que, em novembro do ano passado, foi contaminada por uma bactéria, que gerou uma infecção hospitalar que, comprovadamente, matou seis dos oito bebês que morreram.

A diretoria do hospital não tem a intenção de reinstalar a UTI, enquanto as condições técnicas e financeiras para garantir a segurança das crianças forem limitadas.

Fonte: http://www.moginews.com.br/materia.aspx?id=53448

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