20 de março de 2010

Parteira some, e pai é obrigado a fazer parto de bebê.

Hospital britânico pede desculpas por parteira que saiu do quarto e não voltou.

Um hospital em Lancashire, no oeste da Grã-Bretanha, pediu desculpas a um pai que se viu forçado a fazer o parto do próprio filho porque a parteira havia deixado o quarto onde sua mulher estava.

Thomas Howard disse que apesar de apertar o botão de emergência no Royal Blackburn Hospital, nenhum funcionário apareceu até que o bebê nascesse.


A esposa de Howard, Emily Baron, de 26 anos, deu à luz Madeline no dia 26 de janeiro, duas semanas antes do previsto.

Uma porta-voz do hospital disse que a instituição vai analisar cuidadosamente o ocorrido.


Gritos

Howard disse que ouviu os gritos da mulher, correu para a ponta da cama dela e viu a cabeça do bebê. Segundo ele, o nascimento levou "poucos minutos".
O casal afirmou que a parteira tinha saído do quarto para buscar anotações sobre o caso de Baron.
O trabalho de parto durou 2 horas e 15 minutos e Baron disse: "Eu fiquei realmente assustada quando a dor piorou e a parteira saiu do quarto."

"Eu estou tão agradecida que Thomas estivesse aqui."
"Eu estava realmente nervosa de qualquer forma porque tive problemas com meus dois bebês anteriores - um tinha uma fissura no lábio e o outro teve problemas respiratórios."

"Por sorte, Madeline estava bem, mas não foi graças aos funcionários (do hospital)."

Palmadas

Assim que Howard segurou o bebê, ele o colocou de cabeça para baixo e deu algumas palmadas para se certificar que respirava.

"Eu vi isso em filmes, então pensei que era a melhor coisa a fazer."

"Eu vi a cabeça dela e sabia que tinha que agir, não se pode deixar um bebê no canal de parto por tempo demais."

"Foi a minha única alternativa porque ninguém do hospital estava lá a tempo", disse Howard.

Madeline agora já está em casa com os pais e seus quatro irmãos.

Ruth Gildert, porta-voz do serviço hospitalar, disse que todas as parteiras supervisionam de perto os nascimentos, mas pode haver, em algumas ocasiões, a necessidade de deixar o quarto brevemente e um bebê pode nascer inesperadamente muito rápido.

PARA PENSAR: Partos são acontecimentos inesperados, onde não é possível ter absoluto controle sobre todas as coisas. O fato de o bebê ter nascido somente com a assistência do pai (e protagonismo da mãe) não transforma o nascimento em um parto desassistido. A mulher e o bebê estavam sob cuidados, estavam monitorados e de certo todos os sinais eram positivos, senão o casal não seria deixado sozinho, esta mulher não estaria em um leito de quarto, teria sido transferida para um centro cirúrgico ou contaria com monitoração constante. A fala do pai é carregada de achismos e mostra o despreparo comum à maioria dos casais. Se tem alguma coisa a ser "condenada" nessa história, são as palmadas 'pra ajudar a respirar'.

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