13 de janeiro de 2010

Médico de Curitiba prega 'humanização' no atendimento aos pais.

A intensificação na humanização do atendimento pré-natal, com visitas de gestantes às maternidades públicas locais; o monitoramento eletrônico das futuras mamães atendidas pelo sistema de saúde municipal; e a participação paterna na gestação e pós-parto são algumas das medidas que devem ser adotadas pela Secretaria de Saúde de Sorocaba no próximo ano. A exemplo do governo de Curitiba, o principal objetivo das mudanças em Sorocaba também é reduzir o índice de mortalidade infantil na cidade - registrado em 12,26 óbitos (dados de 2008) a cada mil nascidos vivos e menores de um ano, recorde atingido pela cidade, que em 2007 contava com índice de 13.


Na capital do Paraná, as melhorias no sistema municipal reduziram o índice de mortalidade infantil de 16 para 9,79 em dez anos. Essa é a intenção da municipalidade sorocabana, alcançar o índice ideal de países de primeiro mundo, que contam com apenas um dígito e, assim, melhorar o atendimento à saúde. E os estudos pela melhoria do sistema de saúde municipal foram iniciados efetivamente ontem, durante o 2.º Encontro de Equipes Gestoras, quando mais de 200 pessoas entre membros do Comitê Municipal de Mortalidade Materna e Infantil e funcionários da Secretaria da Saúde, como coordenadores, médicos e enfermeiros das unidades básicas e postos de saúde, se reuniram no auditório da Universidade Paulista (Unip).

Durante o evento, houve destaque para a participação do médico Edvin Javier Boza Jimenez, da Secretaria da Saúde de Curitiba, que falou sobre o projeto Mãe Curitibana, desenvolvido há 10 anos. E entre as principais ações realizadas, a humanização no atendimento local foi intensificada. Para isso, Jimenez destacou que a programação da visita periódica de um grupo de gestantes às maternidades públicas locais aproximou equipes médicas e pacientes, o que tem possibilitado maior tranqüilidade às futuras mamães na hora do parto.

Conhecer o hospital, as instalações de onde ela dará a luz, conhecer os procedimentos, aliviam a tensão na hora do parto e claro, minimizam problemas, disse. Além disso, a participação paterna na gestação também mereceu destaque.

Não adianta solicitar exames e tratar apenas a mãe se há doenças sexuais, prejudiciais aos bebês. É preciso acolher o pai, tratar o pai. Fazendo isso fomentamos o planejamento familiar e isso promove a saúde familiar. Uma mãe saudável, com poucos filhos, não sofre de hipertensão, exemplificou.

Em Sorocaba
A integrante da Central de Equipes Gestoras da Secretaria de Saúde de Sorocaba, Elaine Osório, falou que essas e outras atitudes curitibanas, como o monitoramento eletrônico das gestantes, possibilita ao município a oportunidade de redução dos índices de mortalidade materna e infantil. Em Curitiba, por exemplo, todos os atendimentos às gestantes são eletrônicos. Se ela faz acompanhamento num posto e é atendida no Pronto Socorro, por exemplo, o último médico terá acesso ao seu histórico. E isso é um avanço, frisou.

Todas essas iniciativas apontadas serão estudadas pela equipe municipal e possivelmente implantadas a partir do próximo ano. No entanto, de acordo com Elaine, as ações sorocabanas estão no rumo certo do atendimento qualificado.


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